sexta-feira, 26 de outubro de 2012


‎"eu?
eu não sou nada
nem ninguém
me movo de nenhum lugar para lugar algum
falo mudo no silêncio
me faço presente na ausência
na essência de tudo
roubo significado de todo conteúdo
dou ordem ao caos
bondade aos maus
malevolência aos bons
carência aos demais
não terão minha atenção
ação na não ação
sou o vento que te descabela
sem pedir permissão
absorto na meditação
a chama da vela
há quem me escute - sou som
quem me escuta, canta
desencanta o dom
de falar aos demais
que eu não sou nada nem ninguém
mas estar comigo é a paz
no seu mais absoluto e precioso sentido
que a paz esteja contigo
também
e muito além disso
eu espero por ti
no fim do abismo"

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

GAIA GENETRIX















Segunda feira assisti a uma palestra do Prof. Ingo Wolfgang Sarlet sobre o Princípio da Proibição do Retrocesso Ambiental (tema do meu TCC mais a sua aplicabilidade nos casos de Belo Monte, o Código Florestal, o Código Ambiental de Santa Catarina e a PEC 215 temas indicados por Adriano Reis e Pedro Christo Reis) , motivo pelo qual lhes dedico este texto. Eis que, para mim este é o próximo passo que eu não sabia que viria, mas o pressenti, portanto, quem fala por mim é a sincronicidade, pelas palavras de Fraçois Ost, que encontrei no caminhar do meu TCC, a vida é assim, nos põe diante das situações, e nos resta saber o que fazer. Aqui está a minha vida, as nossas vidas conectadas, e o legado de Ost para nossa geração. Encontrei minha religião, encontrei o que vale a pena dedicar a minha existência, encontrei minha luta. Pois os ponderados continuarão ponderando, sempre um saco de pontos de interrogação e incerteza, e insegurança, verão o barco afundar enquanto afundam na própria hipocrisia sofista. É hora dos radicais livres jogarem as pedras.

A SOMBRA DE PÃ: A DEEP ECOLOGY

Um sábio alemão de nome Lichtenberg, relata este sonho estranho: quando se vangloriava de conseguir identificar, graças a análise química, os componentes de qualquer objeto, apareceu-lhe um velho sobrenatural, no qual poderíamos reconhecer facilmente a figura de Deus. O velho tira do seu saco um objeto esférico e desafia o químico a analisá-lo. Lichtenberg põe de imediato mão a obra: ele esmaga-o, amassa-o, precipita-o, analisa-o, e acaba por elaborar uma lista dos elementos: carbono, hidrogênio, oxigênio, azoto… O velho, tendo vindo buscar a resposta, anuncia-lhe que a bola não era senão o globo terrestre – e eis as catástrofes provocadas pelas suas manipulações: a atmosfera dissipada no seu sopro, os oceanos ainda húmidos no seu lenço, as montanhas poeiras na sua faca… Abalado, Lichtenberg pede uma nova oportunidade; magnânimo, o velho tira um novo objeto do saco. Desta vez, Lichtenberg cai de joelhos, vencido: tratava-se de um livro.

GAIA GENETRIX

Assim, a utopia moderna inaugurada pela Nova Atlântica, de Fracis Bacon, termina em pesadelo com a fábula de Lichtenberg. A razão racional julgava poder definir o mundo – raciociná-lo -, podendo mesmo destruí-lo. O sonho de Lichtenberg atormenta, a partir de então, os nossos contemporâneos. O mundo não se reduz a uma soma de objetos materiais e o seu princípio não reside unicamente em disposições mecânicas. E, considerando as coisas apenas sob o ângulo material, somos também reduzidos a condição de objeto. Então, como Lichtenberg, ganhamos medo e pedimos uma segunda oportunidade.
Assim, coloca-se pela primeira vez – vivemos esse momento – a questão da nossa relação com a natureza. Pela primeira vez, segundo parece, é posta em questão a segurança soberana, prometeana, do homem moderno, cartesiano, certo em compreender as leis da natureza e, logo, autorizado a gozar delas e a modificá-las, quando necessário. Não estará o homem, parasita prolífico, em vias de esgotar o organismo que o alimenta? Estaremos nós, realmente certos, de que nossa ciência e a técnica que a acompanha agem com discernimento sobre o curso das coisas? E, mesmo que nos garantisse a simples sobrevivência, que sentido teria uma existência num mundo ascético, banalizado, standartizado, cuja beleza, eventualidades e selvajeria teriam desaparecido? E o homem moderno interroga-se se não seriam os antigos que tinham razão, ao considerarem que a terra não pertence ao homem, mas, muito pelo contrário, é o homem que pertence a terra. Esta interrogação fundamental é sustentada por um impulso romântico extraordinário de retorno à natureza, verdadeiro paraíso perdido, tanto revestido de todas as seduções da virgindade como da majestosidade do sagrado.
À relação cintífica e manipuladora da material, que é uma relação de distanciamento e objetivação, substitui-se uma attitude fusora de osmose com a natureza – simultaneamente culto do corpo do canto poético, neutralização do corpo e humanização da terra.

         Então o Ocidente inventa novos mitos, como o Tarzan, por exemplo: Tarzan, o homem-macaco, que, voando de liana em liana, parece tomado pelo elemento natural; ele não está na natureza como o colono desastrado que progride com dificuldade ao nível do solo, ele é a própria natureza, expressão viva de uma harmonia possível com o grande todo que nos rodeia. No registro onírico que lhe é próprio, a linguagem da publicidade partilha igualmente desta procura de fusão entre o mundo familiar dos objetos que nos rodeiam e a natureza ambiental. É, assim, reativada a mais antiga e mais poderosa de todas as fantasias: o desejo de retorno às origens. E o nosso contemporâneo recorda que, de todas as origens, é ainda a natureza a mais original. De fato, a natureza não é senão isso: A ORIGEM. Uma origem permanentemente originadora, como lembra a sua etimologia: natura, natus: nativus, reportada à raiz indo-européia gn, que dará <nascer>, <engendrar>. A natureza é uma matriz infatigável que não para de engendrar; ela é o advém, permanentemente; é a própria vida. Não há um só povo que não tenha desenvolvido uma mitologia , a partir desta espécie de criação cósmica que encontra o seu princípio na natureza. Mas o homem moderno julgara poder renunciar a este discuro obscuro das origens. Com a angústia contemporânea gerada pelo nosso Homo sapiens, este diacurso é hoje reativado sob sua forma mais clássica: o regresso ao <seio> desta mãe natureza, a Gaia genetrix das origens. É a nostalgia da idade de ouro das origens, a terra prometida de todas as utopias e de todos os eldorados, a promessa de uma segurança reencontrada, como o canta Lamartine em Le Vallon:

<Mas a natureza existe, convida-te e ama-te;
Mergulha no seu seio sempre acolhedor.
Quando para ti tudo se altera, a natureza persiste,
E assim o mesmo sol nasce cada dia.>

Desenvolve-se então uma consciência mais profunda da interdependência entre todos os seres vivos, bem como entre estes e a terra que os comporta – uma consciência que não é apenas de ordem científica (o paradigma ecológico <sistemático>), mas também e sobretudo da ordem do mito fundador, que confina com o panteísmo, não hesitando alguns em sustentar que a consciência não é um privilégio da humanidade mas antes uma propriedade planetária global. É efetivamente a música do deus Pan, que aqui se faz ouvir: uma música estranha e envolvente deste semi-homem, semianimal, sobre o qual a mitologia nos lembra que assombrava as paisagens da antiga Arcádia, ficando de preferência à entrada das grutas. Tudo concorre para coerência desta representação: a Arcádia, símbolo da natureza virgem; a entrada da gruta, metáfora da matriz maternal, e a figura do próprio deus que não se sabe se é homem ou animal. Pan introduz-nos num universo pré-lógico: o mundo da fusão original antes da separação das coisas e das idéias, dos gêneros e das espécies.
O mundo de Pan é o de um continuo resvalar de deuses e homens e de homens em animais, um mundo sem fronteiras onde <tudo está em tudo>, um mundo de correspondências infinitas no seio da mãe natureza, a antiga Gaia genetrix. Pan é o guardião das grutas de Gaia, o intermédio da natureza inesgotável.

Esta sacralização da natureza faz-nos reconciliar com as raízes mais antigas das nossas civilizações, com o tempo em que o mundo não estava ainda desencatado, e em que a Aliança entre o homem e o cosmos não estava ainda enfraquecida. Poder-se-ia evocar, por exemplo, no que se refere à tradição judaico-cristã, o tema do arco-íris que, na história de Noé, assinala o fim do Dilúvio – paradigma de todas as catástrofes ecológicas -, e a reconciliação entre o homem, a natureza e Deus. Mas, convém dizê-lo claramente, as grandes religiões monoteístas, como a religião judaica, o cristianismo e o islamismo, baseiam-se na separação (e, eventualmente, na aliança subsequente) e não na fusão panteísta. Em contrapartida, a cultura dos Índios da América do Norte guarda alguns tesouros desta idéia panteísta da harmonia natural. Bastaria citar, por exemplo, Seatle, chefe dos Sioux, na resposta que dirigia ao governador de Dakota, que lhe pretendia comprar as terras da tribo:

<Para o meu povo, não há um pedaço de terra que não seja sagrado – uma agulha de pinheiro que cintila, uma margem arenosa, uma bruma leve no meio dos bosques sombrios. Tudo é sagrado aos olhos do meu povo. A seiva que cresce na árvore contém em si própria a memoria dos peles-vermelhas. Cada clareira, cada inseto que zumbe, é sagrado na memoria e na consciência do meu povo. Nós fazemos parte da terra e ela faz parte de nós. Esta água cintilante que corre pelos ribeiros e rios não é apenas água, é o sangue dos nossos ancestrais… Porque se tudo desaparecesse o homem poderia morrer numa grande solidão espiritual. Todas as coisas estão ligadas entre si, Ensinai às vossas crianças o que ensinamos às nossas sobre a terra: que ela é nossa mãe, e que tudo o que lhe acontece acontece-nos a nós e aos filhos da terra. Se o homem desdenha a terra desdenha a si próprio. Disto temos a certeza. A terra não pertence ao homem, mas o homem quem pertence à terra.>

Mais próximo de nós, poderíamos citar inúmeros poemas românticos que celebram o espírito em obra na natureza. Uma natureza habitada de <palavras confusas> e povoada de <olhares familiares>, com a qual a consciência descobre profundas afinidades. O poema Correspondances, de Baudelaire, abre aqui a via. No <templo da natureza>, os objetos que nos olham e nos falam perdem a sua objetividade e adquirem a <expansão das coisas infinitas>. Entre eles e nós desenvolvem-se inúmeras harmonias , que reavivam a memoria de um parentesco perdido entre o sujeito e o objeto. Nestas <florestas de símbolos>, os <perfumes, as cores e os sons estão em simetria >; o homem atinge aqui um estado de êxtase, marcado pelo <transporte do espírito e dos sentidos>.
Esta sacralização da natureza retorna hoje, tanto sob formas hedônicas, como, pelo contrário, nos discurso da culpabilidade.
São, então, os temas do pecado original (a <violação> da natureza, a <poluição> que é da ordem da profanação da natureza virgem) e da condenação, sob a forma de exílio do paraíso original, que reaparecem em força como no discurso do naturalista Jean Dorst: <O homem, escreve, surgiu como um verme num fruto, como uma traça num novelo de lã, e arruinou o seu habitat segregando teorias para justificar a sua ação.

Será chegada a hora da punição? Será que se prepara um novo dilúvio? Tudo leva a crer que sim, sustentam estes autores, salvo redenção, sempre possível, que consiste aqui em encontrar o caminho da aliança, que é também a via do AMOR. <A natureza só será salva, escreve ainda Jean Dorst, se o homem lhe manifestar um pouco de AMOR.> E Jean –Marie Pelt acrescenta: <É conveniente renovar a aliança imemorial do homem com a vida, a natureza, o Universo… ajardinar a terra com AMOR, como no tempo do Éden… porque poderá voltar a ser Éden amanhã.>
Fortemente carregado de emoção, o tema da natureza mãe, da natureza sagrada, da natureza sujeito de direito, não releva , no entretanto, exclusivamente dos registros da poesia e do misticismo. Ele alimenta igualmente poderosas correntes de idéias, que culminam em teses éticas e soluções jurídicas que é necessário agora apresentar e discutir. Neste capítulo, iremos concetrar-nos nas teses da ecologia radical; as teorias favoráveis aos direitos dos animais serão objeto de sequente desenvolvimento.

PENSAR COMO UMA MONTANHA

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

TRÊS MEIA

Qual o sentido do próximo passo ?
Por que se faz necessário mover-se ?
Minha retórica pode soar de diversas formas;
a mim parece engraçado...

É natural que a inércia me atraia.
Se assim digo, é porque simplesmente assim É;
Sou fiel ao fluxo de consciência que canalizo
pois me permito transparecer,
minha Natureza é filosófica, e isso me constitui
como se eu pudesse ver o mesmo caminho
do começo ao fim;
e do fim ao recomeço...

Giro 360 graus sobre o mesmo Eixo
dei uma volta inteira, vislumbrei tudo o que me circunda;

Gostei que fiquei um pouco tonto com esse ciclo,
mas girar no mesmo lugar as vezes não faz sentido.

O que me constitui, é o que me move.
Se não encontro o sentido do próximo passo
também não vejo motivos para ficar girando.

A inércia me atrai.

A não ser pelo fato de que as vezes ficar girando dá um barato.. hehehe
E isso não faz sentido... mas não deixa de ser engraçado


sábado, 26 de novembro de 2011

O Amor Incondicional na Prática - Relacionamentos








Esses dias um amigo meu – que eu acho que não é necessário citar seu nome, mas é um cara muito honesto nos seus questionamentos – me perguntou sobre o que eu queria realmente transmitir com uma mensagem de Amor. Ele queria saber se eu realmente acreditava nisso ou se era alguma maneira de promover outras coisas através desta mensagem como por exemplo: promover a mim mesmo, e demais coisas do meu interesse – trabalhos, músicas, shows.. enfim.

Respondi a ele que não havia muito o que eu pudesse dizer para provar o quanto eu acredito no Amor. Eu tinha minha palavra somente, a minha crença sincera que eu tentei transmitir…

Apesar de manter minha crença intacta, de alguma forma aquele questionamento honesto do meu amigo me chamou atenção para algo muito importante dentro do intrincado paradoxo do Amor na Terra. Seria uma reflexão neste sentido:

Quando eu falo de Amor, da maneira como eu quero falar, apresentar e demonstrá-lo essencialmente, eu, necessariamente, acabo me tornando o parâmetro do que falo, o exemplo, o paradigma, o filho do meu próprio discurso…
Nessa posição o meu discurso é posto em cheque, em relação aos outros, mas, principalmente, em relação à própria crença e ideologia que eu tento sustentar, pois o meu comportamento passa a ser observado como ilustração do que pode vir a ser o Amor Incondicional; como ele funciona em um ser e nos seus respectivos relacionamentos, enfim, como é o ser sob esse novo paradigma do Amor Incondicional.

Pois bem, isso faz sentido – se alguém é capaz de imaginar, entender, compreender e conceber algo, empiricamente; e depois julga-se na posição de um conhecedor daquilo a ponto de tentar passar uma idéia clara, que visa o esclarecimento do Amor, esse alguém deveria, supostamente, manifestar esse conhecimento, pois tem a propriedade da essência daquilo que fala.  Deu pra sacar?

Sim. O que acontece é que somos todos humanos – no silogismo básico ai galera – humanos são imperfeitos né? São, isso é fato. Eu sou um ser humano? A princípio sim, eu sou. Portanto sou também imperfeito.  Tudo OK.

Nós entramos agora no paradoxo do Ser Humano meus caríssimos amigos. Nós somos duais nesta encarnação – funcionamos como um computador: o nosso software percebe a realidade assim como o computador reconhece o código binário, e, nesta dialética de opostos, extraímos informações sobre a vida, o tempo, o espaço, a nossa identidade, quase tudo aquilo que podemos perceber pelos nossos sentidos cartesianos; MAS (sempre tem um porém amigos) existem coisas que estão para além da nossa percepção dualística, maniqueísta, binária, dialética, paradoxal…

NOMES AOS BOIS!

No fim, independente de qualquer nomenclatura, religiões, temáticas, culturas, vocês vão encontrar o Amor.

Agora, o Amor galera é doido. Sim, o Amor é maior loucura de todas, pois nós não conseguimos sozinhos, encarnados, com a percepção limitada pelo código binário no qual estamos inseridos, compreendê-lo.  Há de se transcender a dualidade para compreendê-lo.
O que eu quero dizer é que nós não iremos encontrar a perfeição do Amor inseridos nesta realidade dual. Nós o encontramos na percepção transcendente. Na prática eu não serei perfeito sob a égide do Amor, somente saberia o caminho a ser trilhado a todo momento.
Pois nesta realidade onde para se compreender o branco nós temos que ter o preto; para compreender a vida temos de enfrentar a morte; para o tudo, há o nada; pra luz, a sombra -  para compreender o Amor precisamos também conhecer o ódio.
Se eu lhes dissesse, galera – Amor e Ódio são a mesma coisa – lhes pergunto: seriam vocês capazes de compreender?
Se eu lhes dissesse, ó galera – O AMOR não pode ser compreendido racionalmente, pelos nossos 5 sentidos, ou de maneira cartesiana, não -  somente podemos sentí-lo de forma abstrata…

Como compreender isso na prática se na prática nós somos seres inseridos numa realidade que só pode ser real se for construída na lógica dinâmica da dialética entre os opostos?!

Á, mas é por isso que cê está encarnadim meu caro! Aprendendo a Amar o Verdadeiro Amor…

Só que não acaba por ai. Mesmo quando nós começamos a sentir a vibe do Amor, o processo é lento e louco, e se desenrola da mesma maneira paradoxal da dialética maniqueísta humana. E ai nós, encarnados no Planeta Terra, continuamos nossa busca humana pelo Amor, tentando encontrá-lo em todas as coisas.

A princípio, em dias coloridos, nós o vemos por tudo! Mas…

E NOS DIAS CINZENTOS? Aonde encontrá-lo?

MAS -  E NOS RELACIONAMENTOS? CADÊ O AMOR? Afinal de contas, eu ainda não sou auto-suficiente, talvez nunca o seja, preciso COMPARTILHAR! 
[(?) Preciso ou simplesmente quero?]




Talvez galera, em algum momento, vocês percebam que toda essa história de relacionamentos se desenrola dentro de cada um de nós…



E QUANDO EU PERCEBO QUE A PAZ NÃO ESTÁ INTEGRALMENTE DENTRO DE MIM MESMO SOB A ÉGIDE DO AMOR?
Well…

RELACIONAMENTOS

Aqui nós temos uma puta confusão. Percebam que nós precisamos, antes de mais nada, saber formar pessoas, NÃO MÁQUINAS HUMANAS PARA SERVIR AS ENGRENAGENS DESTE SISTEMA PODRE!

E nós não nos preocupamos com a complexidade da psiqué humana galera. Não nos preocupamos com a instabilidade emocional dos nossos irmãos hoje, nem com a das nossas crianças (quiçá, muito menos com a das nossas crianças, do contrário não teríamos tantos exemplos do desserviço humano nesta nossa insana contemporaneidade).  
Nós temos mão de obra, temos técnicos, temos empreendedores, temos cientistas, médicos, advogados, engenheiros, soldados, governantes…

Todos esses são na sua maioria razoáveis, ou mediocres mesmo – dentro da sua classe profissional eu digo…
Temos alguns bons profissionais, sim, também temos, poucos, mas temos…

Mas e pessoas? Temos na grande maioria profissionais muito mal formados como pessoas.

Como eu posso ser um bom advogado se eu não sou uma boa pessoa??

Isso me parece tão óbvio porra.

- O que acontece?

- O que acontece são os nossos relacionamentos, galera. A nossa sociedade vive numa intrincada e complexa teia de projeções psicanalíticas. Projeções por todos os lados, angústias, frustrações, agonias, mágoas, tristeza, raiva e ódio permeiam esse pesadelo babilônico.

Precisaríamos nós de um punhado de psicanalistas, sociólogos, filósofos, psicólogos, terapêutas, médicos xamãns, e magos e extra terrestres para curar esta nação doente?


- Sei lá cara. Eu boto fé na micro revolução. A minha maior luta ocorre dentro de mim.

A SOMBRA

E eu insisto em botar fé em várias coisas. Uma delas é o Amor - Tudo OK.
Mas e compartilhar o Amor? Sim os relacionamentos! Percebam – em todas as esferas! Dos seres aos minerais, nada foge da criação…

            - Como vão os seus relacionamentos amigos?
-Mamãe, Papai, Filhinhos (COMEÇA POR AQUI)?
-Mano, maninha, manos e minas?
-Vózinha Vozão?
-Crianças e adultos?
-Pobres, ricos?
-Católicos, Evangélicos, Muçulmanos,  Maçons, Rosacruzes, Ateus e Protestantes?
-Negros, Índios, Orientais,  Arianos Ocidentais?
-Capitalistas, Comunistas, Sensacionalistas e Conspiradores?
-COM OS ANIMAIZINHOS, FLORZINHAS, ÁGUAS E TODA NATUREZA, nossa GAIA MÃE??????
-Com a tua comunidade, com a tua sociedade, e as cobranças sociais sobre a tua pessoa?
-Com a tua mulher meu caro? Com teu homem minha cara?
-BROTHER E TU CONTIGO MESMO?
Beleza, todos são muitos importantes.

MAS, o que mais acontece é o seguinte…
Temos humanos que são muitos mal orientados no seu desenvolvimento como PESSOAS. Se não for o caso de não haver orientação alguma, ou ainda, muitos casos de pessoas que são completamente desorientadas pelas fatalidades do nosso sistema segregacionista. Aqui mesmo no Brasa galera, temos o sistema e suas marginais né… Aqui rola um Apartheid chamado FAVELA…

Bem, muitas dessas pessoinhas são pais e mães, que criam filhinhos como a própria cara de manga esgualepada, esmilinguida… (determinismo)
Nascem várias criancinhas desorientadas neste sistema excessivamente caótico. É, e essas criancinhas crescem. Sim, elas crescem e dai sabe o que acontece? Á é, não me diga Yam, elas se relacionam né? É...

E ai vem a segunda coisa que eu boto fé. Se o Amor é como eu sinto, e como dizem os mais sábios, ele deve estar em todos os lugares. Até no ódio eu disse que há Amor, então ele TEM QUE ESTAR EM TUDO!
E ai eu boto fé nas PESSOAS, pois o Amor tem que estar nelas também.

E eu quero que esteja nelas, pois eu também quero receber Amor, e compartilhar o Amor com meu irmãos.

Eu boto fé em várias pessoas. As que eu mais boto fé são as que eu mais AMO.

Mas, se o meu mundo interior não estiver fluindo de acordo com o Amor isso vai se manifestar nos meus relacionamentos e nos de vocês…

Eu botei fé em uma mina, e mais uma, mais uma e mais uma….
Talvez nenhuma delas tenha botado fé em mim. Ou talvez eu ainda não tenha botado tanta fé em mim, no Amor que eu sinto e ainda não consegui alguém que quisesse compartilhar dessa sensação ilimitada comigo; pois é que eu realmente quero ver até aonde eu posso levar, ou elevar essa sensação… só sei que é compartilhando com meus irmãos.
(Dentro da nossa realidade dual galera, nós temos gêneros.  Na minha opinião, a melhor maneira e mais intensa de compartilhar o Amor é entre gêneros, por isso eu busco a sensação mais elevada da experiência de compartilhar o Amor em uma mulher.)

E assim é com muitos de nós.
Galera, as pessoas vão nos frustrar diversas vezes, não é por mal, é a caminhada evolutiva de cada uma delas…
Não alimentem monstros dentro de vocês por relacionamentos frustrados.
Não projetem suas frustrações nas outras pessoas.
Assumam a sua responsabilidade e tentem resolver suas feridas dentro de vocês.
O resultado sera um novo você, melhor, mais forte, mais magnético aos olhos de todos nós!!!

Sobre o AMOR galera, gostaria de finalizar assim –

O AMOR é a LOUCURA MAIS LOUCA que eu já pude experimentar pois – ele não lhe garante nada a não ser INTENSIDADE!


Heheheheheeh AHOW AMO VOCÊS MESMO!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Vocês

Vocês acham que sabem como a vida é. Tenho uma novidade: vocês não sabem. Somente conseguem constatar como as suas vidas são. Como a sua vida é? E você acha que a vida é assim? A sua vida é assim.
Vocês não estão aptos para falar sobre certo e errado; sobre comportamento e como a vida deveria ser... A sociedade doente é o próprio fato social a ser estudado por sociólogos que constatam em uníssono o preocupante diagnóstico. A sociedade está doente…
O meu critério sobre o que é bom é a felicidade, e vocês não são felizes. Não são o suficientemente felizes para mim e para a minha vida. Agora, vejamos, ainda assim vocês não se contentam com conselhos, histórias ou metáforas... Vocês querem se reproduzir, projetar suas angústias nas nossas vidas; querem que o que vocês crêem seja verdade, mas vocês inverteram as coisas... Vocês crêem na camada fina em que pisam, e rezam para que ela seja capaz de suportá-los enquanto carregam cada vez mais peso consigo. Vocês têm medo do que há por trás das suas “verdades”, pois no fundo sabem que elas não são verdadeiras. E o pior, vocês têm tanto medo que a sua covardia torna-se coragem para nos por no mesmo caminho o qual vocês trilharam sem êxito. Inconscientes, ignoram os resultados, praticam o desapego dos sonhos, e acreditam que são maduros por ter os pés no chão, por preencherem seus vazios com consumo. A matéria lhes dá prazer, lhes dá segurança, lhes dá um psiquiatra e remédios, lhes dá stress mantê-la? Dá dor nas costas, e um plano de saúde; lhes dá bruxismo, café, cigarros, e um bom dentista. Lhes dá câncer, e a percepção tardia da verdade – a matéria é LIMITADA. O que vocês nunca terão é liberdade.
Desculpem-me. Só estou devolvendo o que é de vocês, e assumindo o que é meu. Porque as coisas estão prostituídas entendem? E isso me confundia muito. As coisas vêm sendo prostituídas há muito tempo, pois tudo é mercadoria neste sistema capitalista, e pra quem já não possui sequer a capacidade de oferecer as próprias mãos a obra, só lhe resta vender sua dignidade e rastejar às margens da nossa sociedade sobrevivendo de migalhas, terra e lixo. Há aqueles que, desde cedo, são induzidos de forma desleal a vender sua dignidade; tem gente que demora, barganha, sobre o preço e depois vende igual; mas existe alguns milagres pra lhes lembrar que nem todo mundo tem seu preço. É dessa forma que o sistema cria uma sociedade zumbi - mediante um contrato de alienação da sua consciência, valores e dignidade por certo preço. E vocês todos assinaram esse contrato tacitamente. Mas nós, jovens despertos, crescemos em número e força cada dia mais e mais. E não assinamos porra nenhuma, nem tacitamente, nem nada. Estamos observando toda essa chacota que herdamos. Vocês venderam nosso ar, nossa água, nosso alimento, nossa cultura, nossos direitos… Hoje eu respiro poluição; tomo água com cloro, fluor e bosta; me alimento com venenos químicos; cultura é Globo, RBS e Zero Hora; e os meus direitos? Ou eu vou rasgar a Constituição, ou eu vou fazer os representantes do meu Estado engolir aquela merda toda a porretes. E pra vocês perceberem o genocídio e a prostituição de todas as coisas eu gostaria que vocês tentassem imaginar o mundo daqui a 50 anos, quando eu terei 71 anos, e lhes pergunto, se vocês conseguiram imaginar, o que me espera? O que espera por meu filho? Será que eu poderei ter um filho, ou, no andar da carruagem, ter um filho pode vir a se tornar uma insanidade? Que mundo vai sobrar pro meu filho? E netos? Já me preocupo por nós mesmos, comendo veneno, tomando veneno, respirando veneno, e radição por tudo… Se as últimas gerações apresentam um quadro cancerígeno preocupante imaginem a minha geração do microondas e celular!!! Tudo tem seu preço… um preço karmico seus filhos da puta!
Já não sabemos como tudo isso começou, mas como eu disse isso não é um problema meu – meu problema é como isso acaba. Acaba quando eu for capaz de compreender que bagunça vocês estão espalhando por ai. Quando eu traduzir que besteira que vocês resmungam dia e noite, o tempo inteiro. Quando eu ver o que está faltando pra completar o quebra-cabeça. O que estavam escondendo de vocês?! O que tentaram esconder de mim?

Fizeram-me parecer ingênuo – quando na verdade eu sou puro.
Fizeram-me parecer tolo – quando eu estava muito a frente da ignorância.
Fizeram-me parecer antiquado – quando sou holístico.
Fizeram-me parecer culpado – quando curioso.
Fizeram-me parecer estranho – quando sou único.
Fizeram-me parecer doente – quando eu estava olhando para a cura.
Fizeram-me parecer louco – quando nunca estive tão lúcido.
Vocês prostituíram as coisas. Eu tive que limpá-las pois foi preciso compreendê-las.  Isso me deu muito trabalho, mas nem tanto.
  Eu vos desculpo, eu vos perdôo.

domingo, 25 de setembro de 2011

Pra cego ver, pra surdo ouvir!

           Então, caros, estimados, queridos amigos, eu estava pensando sobre os textos que eu venho escrevendo e como eu tenho tentado passar várias mensagens através de cada um deles. Me ative à questão da mensagem. Que mensagem afinal eu quero passar? De que forma ela pode chegar mais eficaz, eficiente, e efetiva o possível para meus queridos leitores. Foi ai que eu tive a idéia de tentar escrever o texto mais claro sobre a mensagem que eu quero vos passar. Começa assim:

          Quem ai tem algo contra o Amor? Alguma objeção? Alguém ai acha que o Amor é ruim? Percebam que eu não estou falando sobre relacionamentos e suas complexidades inerentes. Falo sobre o que lhes vem à cabeça (ou melhor, ao coração) quando falo de Amor. Pode ser aquela sua recordação de receber um beijo na testa do seu pai, do seu abraço apertado. Da sua mãezinha e as mordomias que ela lhe concedia com ternura e carícia. Do seu avô, grande patriarca, e seu olhar sábio sobre a mesa cheia das pessoas que ama, orgulhoso de sua maestria na condução daquela linda família. Pode ser do seu filhinho amado recém nascido. Ou seu irmãozinho nas mesmas condições. Pode ser até daquele Amor que você gozou tão intensamente, mas hoje já não existe mais. Enfim, seja lá como for a sua concepção de Amor, a questão é – todos concordamos que o Amor é algo bom? Se eu te der um beijo espero não receber um tapa. Se você aceita essa premissa (como aceitar um beijo) então continuemos a mensagem.

          O Amor, meus queridos, na verdade é algo muito difícil de ser aceito, e mais difícil ainda de ser doado. Às vezes é até difícil de pronunciar essa tal palavra, tamanho é o poder que envolve o Amor. Pessoas foram presas, foram assassinadas, torturadas, caladas, ridicularizadas, censuradas, crucificadas... Entre tantas outras atrocidades porque ousaram a falar de Amor. Mas, por que isso? O que afinal há de tão perturbador e ao mesmo tempo poderoso no Amor? Por que quem fala de Amor sofre todas aquelas atrocidades que eu mencionei outrora? Por que é difícil aceitar o Amor e dar Amor?

          Bem, vejamos... Você ama alguém? Considera que o ama? Tente chegar o mais breve o possível e falar para essa pessoa o quanto você a ama. Declare isso da maneira como você sente. Verás quanta energia absurda vai brotar desse momento. Você sentirá uma mistura de mil emoções, todas juntas, querendo explodir do seu centro para fora de você. Essa sensação pode ficar extremamente poderosa, você provavelmente vai chorar, talvez possa se esvair em lágrimas. Essa energia vai lhe inundar, vai lhe corroer, vai lhe destruir e lhe fazer renascer e perceber milhares de coisas maravilhosas ao seu redor que você não tinha capacidade de apreciar, mas que todas elas contribuem para tudo ser como é, como foi, como você nasceu e conheceu aquela pessoa amada, e foi a única maneira que tudo aconteceu para você chegar a ler este texto e quiçá ter praticado o que eu lhe propus. Você vai perceber que, nesse momento intenso, você daria tudo por essa pessoa que lhe fez sentir tanto Amor. Daria até sua própria vida (em casos mais soturnos a vida de outros). E o que isso significa?

          O Amor, meus queridos, é a força da verdadeira união entre os nossos corações, e não há nada mais poderoso que isso. É um laço que o seres são capazes de criar entre si que abrange um nível vital! Você confessou que daria sua própria vida pela pessoa amada. E isso ocorre porque o Amor dissolve a noção de indivíduo; porque o Amor é justamente uma energia que transita de ser para ser impulsionando toda a existência. O ser humano diante do Amor já não percebe a morte da mesma forma, pois não percebe o ego, não percebe a noção de indivíduo da mesma forma eis que só resta a força predominante de uma relação, um laço, que é o Amor ENTRE aquelas pessoas. Então o Amor verdadeiro (não confudam com a paixão. A paixão é fundada no ego, pois paixão é o apreciar e querer ter para si. Quando queremos a propriedade de algo é porque estamos imersos na ilusão do indivíduo, portanto precisamos de propriedade.) amedronta os mecanismos de defesa do ego e o põe em cheque ao ponto de nós nos sacrificarmos por Amor. E esse é o motivo pelo qual é difícil para o homem aceitar a energia de dissolução do Amor e entregar-se à essa força suprema que é a responsável pela regência de todas as coisas do Universo. É assim que o Amor está para além da dualidade humana de luz e trevas.

          Hoje em dia nosso sistema politico parte da noção de individualidade para nos segregar, nos isolar, nos fazer sentir solitários e incapazes diante de tantas imundicies anacrônicas do sistema. Nós competimos uns contra os outros sem escrúpulos para alcançar patamares de luxo irrascíveis. Só existe uma maneira da sociedade global vir a se tornar a sociedade utópica que o sistema nos apresenta como inalcançável – Amando o próximo incondicionalmente. Nós só conseguimos ser justos o suficiente com as pessoas que amamos, pois é somente por elas que somos capazes de sacrificar a própria vida. Se o Amor nos leva à destruição do paradigma do individualismo demonstrando que o ser humano tem a capacidade de Amar outros seres ao ponto de trocar sua própria vida pela continuidade da vida deste outro ser, então é o Amor incondicional o único caminho capaz de nos levar à sociedade utópica, não mais inalcançável. Meus amigos peço-lhes encarecidamente que canalizem a energia do Amor em suas casas. Comecem por Amar a vocês mesmos do fundo do coração. Nós precisamos primeiro nos preencher para podermos transbordar. Assistam a um video de quando vocês eram crianças e percebam a doçura, a pureza, e a essência natural da criança que vocês eram. Lembrem-se que essa essência ainda habita dentro de vocês e que essa criança ainda é você. Reencontre sua essência natural e a Ame como você nunca fez antes. Limpe seu coração de culpas e julgamentos e então comece a irradiar o Amor que você canalizou para tudo e todos em pról do futuro da humanidade. Quem está lendo saiba que não é por acaso, pois essa mensagem não foi escrita por acaso, assim como nada é por acaso. Eu senti uma necessidade muito forte de escrever sobre o Amor, da maneira mais altruística o possível, pelo Amor que eu sinto por todos e que cresce de forma irracional dentro do meu ser cada vez mais e mais. Muito obrigado a todos que leram esta mesagem de Amor, espero que vocês a repassem da forma como acharem mais conveniente. Pelo Poder do Verbo – Nós Somos Amor!